segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Midias II

Pode-se afirmar que a maior contribuição deste módulo foi à relacionada à reflexão a partir de que “É imprescindível ressignificar as idéias de Paulo Freire para o mundo digital. É preciso criar condições para que os alunos das escolas públicas tenham condições de ler o mundo digital e reescrever a sua própria história; a história do mundo e da sociedade conectada, na qual ele se encontra inserido”, ampliando assim o olhar através do que pode de fato contribuir no crescimento coletivo.
Contudo, outra abordagem deve ser mencionada a síntese sobre Philippe Perrenoud que apresenta o que é indispensável saber para ensinar bem numa sociedade em que a notícia está cada vez mais aberta, cuja ênfase requer o conhecer sobre competência que “é a faculdade de mobilizar um conjunto de recursos cognitivos (saberes, capacidades, informações etc.) para solucionar uma série de situações”.
Assim, foi possível perceber que nestes dois processos, o de ampliar horizontes e saber de fato, há algo que permeia ambos e os torna semelhantes: há um endereçamento do discurso um saber sobre aquilo que se aprende. Ambas são práticas que se baseiam na palavra, na linguagem, e são com isso parceiras do próprio processo de construção, onde as tecnologias como o cinema, o rádio, a televisão trouxeram desafios, novos conteúdos, histórias, linguagens.
O trabalho na escola exige um compromisso de seus profissionais no uso das Mídias. Mas elas foram incorporadas marginalmente, com pouco ou nenhum aproveitamento. Entretanto, o que de fato acontece em sala de aula é que persiste predominantemente oral e escrita, com pitadas de audiovisual, como ilustração. Entre esses alguns utilizavam vídeos, filmes, em geral como ilustração do conteúdo, como complemento. Eles não modificavam substancialmente o ensinar e o aprender, engranzavam um verniz de novidade, de mudança, mas era mais na embalagem. Em outras palavras, livros de belas capas e conteúdos insatisfatórios, deixando a mídia no banco do réu.
O módulo Material Impresso dividido em duas etapas para minha aprendizagem com alegria trazendo em seu bojo o impresso às Hipermídia e Mídias Impressas na sala de aula. Portanto, ao valorizar os objetivos identificados que foram a contextualizar historicamente o surgimento e a utilização dos diferentes textos na sala de aula, discutindo seu papel e sua interação, revendo os formatos escritos, impresso e digital com o firme proposto de analisar as possibilidades de trabalho com impressos utilizando mídias audiovisuais e hipertextuais.
Neste contexto, a idéia central do módulo foi incorporada ao meu vivenciar escolar. Assim, podendo mostrar que o material impresso é uma das mídias com maior presença em todos os contextos de aprendizagem e passa a englobar todos os textos escritos presentes em materiais físicos, como caderno, livros, até a transposição para os contextos digitais e virtuais, passando a compor um hipertexto e hipermídia, quando incorpora, além do texto, outras mídias, como vídeo, imagens e sons.
Nas atividades do módulo a chamada para rever o uso do livro didático, a partir das colocações de Nélio Bizzo (1999) que ‘tem apontado como o grande vilão do ensino no Brasil’. Ele é apontado como “o grande obstáculo a impedir mudanças significativas nas salas de aula“. Fato este que contesto por que o uso correto pode ajudar na construção de conhecimento. E foi uma atividade prazerosisma postada no fórum intitulado a importância do livro.
Isto posto, a leitura visual tem a prerrogativa de permitir uma velocidade de leitura maior, podendo parar quando quiser e recuperar caminho percorridos, na busca da compreensão do texto, buscar a entonação e o ritmo quimérico para o texto a ser lido, posteriormente, de forma oral e favorecer a reflexão sobre o texto.
Contudo, a leitura oral é feita não somente por quem lê, mas também pelos que “lêem” o texto ouvindo-o. Ouvir história é uma forma de leitura. Há diferença entre ouvir a fala e ouvir a leitura.

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