sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Preguiça II

O que diz a ciência? A ciência também concorda. O pesquisador Masud Husain, da Universidade de Oxford, na Inglaterra, analisou as reações e o cérebro de pessoas preguiçosas e não preguiçosas. Os participantes, que foram categorizados como motivados, apáticos e meio-termo, responderam a um questionário que avaliava como eles reagiam a uma tarefa que exigia esforço físico, mas trazia recompensas no final. “Variávamos a recompensa e o esforço exigido para consegui-la. O esforço consistia em apertar com as mãos para conseguir a recompensa”, explicou ele à BBC. O resultado dos questionários não trouxe surpresas: os preguiçosos estavam menos propensos a se esforçar demais, mesmo que por uma recompensa. O que surpreendeu a equipe de pesquisa foram os resultados das tomografias cerebrais. Isso porque se descobriu que o cérebro das pessoas apáticas tinha nível de atividade maior durante as tomadas de decisão se comparado ao dos outros grupos. Ou seja, o cérebro dos preguiçosos trabalha mais e, portanto, é mais ativo.
“É como se fosse mais difícil para eles tomar aquela decisão. E havia um custo mais alto para seus cérebros em termos de tentar avaliar se algo era válido ou não”, disse Husain.

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