quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Educação Infantil

Educação infantil on
line: cultivando suspenses e surpresas

Em tempos intermináveis de isolamento social, nossos alunos estão adequando-se cada vez melhor ao novo meio de aproximação: as telas. Nós, professores, nos reinventamos todos os dias para tentar manter vivos o contato, o afeto e a aprendizagem, antes sempre construídos com o calor da troca presencial. Além disso, ainda é preciso cultivar, no mundo da educação infantil online, a atenção dos pequenos. É preciso manter a empolgação no reino de tão, tão distante, e suscitar a pergunta – o que será que vai aparecer hoje do lado de lá do computador?

É comum que, nas salas de aula, uma atmosfera de suspense anteceda novos elementos, surpresas, histórias. Recebemos olhares curiosos e atentos, que interagem ativamente com a novidade – seja ela nosso mascote novinho em folha, ou mesmo um bonequinho desenhado em palito de picolé. Mas o que e como fazer para que as crianças não ignorem completamente a presença do professor nos encontros síncronos? Ou para que, nos vídeos gravados, não desistam de te olhar, por não poderem tocar, perguntar, mostrar? O que você tem a dizer, em outra língua, pela tela, que é mais interessante do que curtir a casa, os brinquedos, a família?

É aí que o suspense se mostra uma importante ferramenta pedagógica. Poderíamos simplesmente mostrar um coelho da Páscoa e dizer “olha, esse aqui é o Easter Bunny. É ele quem traz os chocolate eggs”. Ou apontar para nossos olhos, nariz e boca e ensiná-los as partes do rosto em inglês. Ou anunciar: “agora vamos ouvir a história ‘x!”. (E, tudo ok, porque já é bem difícil dizer isso para a câmera…!) Mas não é exatamente assim que funciona o mundo infantil, certo? Por acaso a doçura da Páscoa é mesmo o ovo de chocolate? E a magia do Natal está só em ganhar presentes? Se não há Papai Noel, uma meia na janela, procura pelas renas no céu; se o Coelhinho não chega de olhos vermelhos e pelo branquinho, se não deixa suas pegadas para a caça aos ovos… Para que esperar a Páscoa e o Natal? E, principalmente, para que esperar o próximo minuto do vídeo da teacher?  

Mas, opa! – Ouço passos… E vejo uma luzinha vermelha lá longe! Não acredito, quem vocês acham que é? Será? É isso mesmo! É o coelhinho da Páscoa! Parece que ele trouxe alguns presentes… São… ovos de chocolate! Quantos ovos será que ele trouxe? Um? Dois? Três? OMG! Ele trouxe DEZ ovos! E tenho outra surpresa… Quem será que adivinha? É uma nova história! Será que vocês já conhecem essa? Me contaram que tem uns animais da fazenda… E eles constroem casas! E também tem um personagem muito, muito mau… Que história será essa? E, além da história, eu tenho um novo amigo muito fofo, de quatro patas. Com grandes olhos, nariz e boca… O Brownie adora ele! Vocês querem conhecer?

Sempre podemos mergulhar juntos nesse reino colorido, onde nada se mostra facilmente; tudo se sugere. Você precisa continuar ali, com aquela ansiedade boa, uma expectativa gostosa para saber o que vai se apresentar, qual será a surpresa. Não saber é a motivação para querer descobrir. E o caminho para a descoberta funciona como mágica: retém a atenção, encanta e parece até ajudar na fixação.

Nos tornamos professores youtubers, fazemos lives de ensino infantile, entre tantos desafios e ferramentas tecnológicas, temos que voltar ao básico e aprender a adaptar. Dar tempo para pensar, para interagir –  mesmo sem, muitas vezes, poder ouvir as ideias e responder às interações. Precisamos tentar cultivar, nos alunos e em nós, a motivação, a vontade e a alegria, para revisitá-las quando retornarmos ao “novo normal”. Precisamos manter a naturalidade quando nada é natural, firmeza emocional quando estamos derretendo. E aprender com os nossos pequenos – como sempre, eles nos ensinam – a aceitar os mistérios, as incertezas, o incontrolável e, ainda assim, continuar com boas expectativas e atentos até o fim.

Dia 06 de Agosto

Uma carta

 José Pacheco

Taguatinga, 29 de julho de 2040

Há dias, recebi uma carta enviada pela mãe de duas crianças, residente num lugar bem pertinho daqui. Sei que não mereço os elogios que a Luana me faz, mas não os retirarei da missiva. Acolho a expressão do seu saber cuidar, encaminhando o seu preito de gratidão para os educadores que tão bem cuidaram dos seus filhos.

Que os encômios da Luana sejam uma singela homenagem aos professores brasilienses que, há vinte anos, mudaram o rumo da educação.

Transcrevo a carta, sem lhe acrescentar qualquer comentário. Sei que, pela sua leitura, compreendereis que havia mães atentas e responsáveis naquele tempo.

Olá, professor José Pacheco.

Lhe escrevo essa carta para agradecer, por me dar coragem para não deixar que ninguém fechasse as asas dos meus filhos, das minhas crianças. Em 2020 te ouvia sempre clamar, com muita emoção, que os professores se respeitassem e fossem éticos consigo e com os alunos que amavam. Não, eu não sou professora e por isso não pude seguir os seus conselhos, mas, ouvi-los, tão intensamente, levou-me a procurar onde estavam aqueles professores que optaram por segui-los.

Naquele 2020, quando fomos obrigados a ressignificar tanto, resolvi ressignificar o modo como queria que meus filhos aprendessem. Me encorajei a buscar uma educação que rompia com os moldes defasados do século retrasado. Você morava aqui no DF e eu também. Então pensei que, se estava tão perto de mim quem pregava uma mudança, estava perto, também, a própria mudança.

Naquele julho tão cheio de incertezas sobre nossos modelos de escola e sobre os métodos que obrigavam meus filhos a se encaixarem, resolvi falar com você.

Precisava que me dissesse por onde eu poderia começar. Precisava que me dissesse se uma mãe poderia ir contra todo um sistema imposto, que lutava contra as mudanças. Precisava que me dissesse, onde, aqui na nossa cidade, eu poderia encaixar os meus filhos que, até então, estavam sufocados dentro de uma sala de aula.

Minhas crianças tinham 5 e 7 anos. Os conselhos que me destes à época e a coragem que invadiu esta mãe, mudaram todo o resto. Tomei a coragem que encontrei, depois de nossa conversa. E busquei os caminhos que me indicaste.

Aquela escola e aqueles professores me ajudaram a elaborar um novo caminho por onde meus filhos andaram livremente, enquanto aprendiam.

Estou sentada na mesa de jantar da minha casa olhando para as minhas crianças, hoje, com 27 e 25 anos. Que belos caminhos puderam percorrer! Sorte deles que, ainda crianças, viram o mundo resolver questionar os moldes de uma educação amarrada em outro século. Sorte dos meus netos, que, um dia, virão e que já poderão desfrutar da aprendizagem nos moldes do século em que vivemos. Sorte a minha, que tive a coragem de romper e que, com a ajuda de gente como você e tantos outros dispostos a ressignificar o modelo que ainda tínhamos naquele 2020, pude ver crescer junto com meus filhos o projeto de um novo aprender!

Tenho, aqui, em casa, dois adultos com alma de criança, porque não desaprenderam de perguntar! Tenho, aqui, dois adultos, que, saudosamente, falam sobre os tempos de escola! Tenho, aqui, duas crianças que tiveram a coragem de dizer o que queriam aprender e a oportunidade de o aprender. Tenho, aqui, dois adultos realizados profissionalmente, porque aprender aquilo que fazia sentido para eles os empolgaram a ir bem longe. Tenho, aqui, duas crianças que adulteceram e não se adulteraram!

Graças a tantos professores que resolveram respeitar o que faziam. Graças a eles, que resolveram encarar a educação de forma ética e com amor pelas crianças que tinham nas mãos. Graças a tantos idealizadores, que vieram antes de 2020 e graças a tantos outros que, em 2020, lutaram. E graças a tantos mais, que continuaram a luta até aqui.

Graças ao seu apoio. Graças à criança que havia (e que há) em mim e que precisava ver não morrer a criança que havia (e que há) dentro dos meus filhos.

Me despeço, com gratidão. Um abraço! Luana

domingo, 2 de agosto de 2020

Clamar

Instruir-te-ei, e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Coração não é Gaveta

📄Belíssimo texto💡

... Engole o choro. Engole sapo. Cala a boca. Cala o peito. Mas o corpo fala, e como fala. Fala a ponta dos dedos batendo na mesa. Falam os pés inquietos na cama. Fala a dor de cabeça. Fala a gastrite, o refluxo, a ansiedade. Fala o nó na garganta atravessado. Fala a angústia, fala a ruga na testa. Fala a insônia, o sono demasiado.
... Você se cala, mas o falatório interno começa .
... As pessoas adoecem porque cultivam e guardam as coisas não digeridas dentro de seus corações.... Expressar tranquiliza a dor. Dor não é pra sentir pra sempre. Dor é vírgula. Então faz uma carta, um poema, um livro. Canta uma música. Pega as sapatilhas, sapateia. Faz piada, faz texto, faz quadro, faz encontro com amigos....nem que seja virtual... Faz corrida no parque. Fala pro seu analista, fala para Deus..... se pinta de artista. Conversa sozinho, papeia com seu cachorro, solta um grito pro céu, mas não se cale. Pois “se você engolir tudo que sente, no final você se afoga” .

CORAÇÃO NÃO É GAVETA!

Estamos na fila

Uma reflexão  para o dia de hoje.
Lya Luft  escritora Brasileira postou nas redes sociais esse texto lindo, prá gente refletir.
“Estamos todos na fila.....
A cada minuto alguém deixa esse mundo pra trás. Não sabemos quantas pessoas estão na nossa frente. 
Não dá pra voltar pro “fim da fila”. Não dá pra sair da fila. Nem evitar essa fila.
Então, enquanto esperamos a nossa vez:-
Faça valer a pena cada momento vivido aqui na Terra. 
Tenha um propósito.
Motive pessoas !!
Elogie mais, critique menos.
Faça um “ninguém” se sentir um alguém do seu lado.
Faça alguém sorrir. 
Faça a diferença. 
Faça amor. 
Faça as pazes. 
Faça com que as pessoas se sintam amadas. 
Tenha tempo pra você.
Faça pequenos momentos serem grandes. 
Faça tudo que tiver que fazer e vá além.
Viva novas experiências.
Prove novos sabores.
Não tenha arrependimentos por ter tentado além do que devia, por ter valorizado alguém mais do que deveria, por ter feito mais ou menos do que podia.
Tudo está no lugar certo.
As coisas só acontecem quando têm quem acontecer.
Releve.
Não guarde mágoas.
Guarde apenas os aprendizados.
Liberte o rancor.
Transborde o amor.
Doe amor.
Ame, mesmo quem não merece.
Ame, sem querer receber nada em troca.
Ame, pelo simples fato de vc vibrar amor e ser amor.
Mas sempre, ame a si mesmo antes de qualquer coisa.” Esteja preparado para partir a qualquer momento. Vc não sabe seu lugar na Fila, então se prepare prá deixar aqui apenas boas lembranças. 
Suas mãos vão embora vazias.
Não dá pra levar malas, nem bens...
Se prepare DIARIAMENTE prá levar consigo, somente aquilo que tens guardado no coração.”

Reconhecer Amigos 30/07

Reconhecendo os Verdadeiros Amigos
É na dor que se reconhecem os verdadeiros amigos. Lealdade, fidelidade e companheirismo. Talvez sejam estas as principais palavras para se descrever as qualidades de uma verdadeira amizade.

São nos momentos difíceis da vida que são identificados os verdadeiros amigos. Sempre atentos, eles tomam os problemas como se fossem próprios, não abandonando seu companheiro.

Amigo é aquele que acolhe, ajuda, diz a verdade mesmo quando não gostamos, e que está sempre disposto a ouvir você. O verdadeiro amigo não espera recompensa, seu objetivo é ter de volta o sentimento de amizade.

Dentre as várias formas de relacionamentos humanos, amizade se destaca, pois o amigo não lhe é imposto por questões sociais ou de família, eles são escolhidos segundo um critério de afetividade.
Hoje 30\07 Dia da Amizade
A vida nos traze e nos escolhemos

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Talento Unico

Ninguém é Substituível !

Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores...
Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "Ninguém é insubstituível"!
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.
Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça.
De repente, um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim.
E Beethoven?
- Como? - o encara o diretor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?
Silêncio…
O funcionário fala então:
- Ouvi essa história esses dias, contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal as empresas falam em descobrir talentos, mas no fundo, continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.
Então, pergunto: quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Paulo Autran? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Carlos Drummond de Andrade? Albert Einstein? Picasso? Salvador Dali? Mozart?
O rapaz fez uma pausa e continuou:
- Todos esses talentos que marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem. E, portanto, mostraram que são sim, insubstituíveis.
Não estaria na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe, em focar no brilho de seus pontos fortes e não utilizar energia em reparar seus erros ou deficiências?
Nova pausa e prosseguiu:
- Acredito que ninguém se lembra e nem quer saber se BEETHOVEN era SURDO, se PICASSO era INSTÁVEL, CAYMMI PREGUIÇOSO, KENNEDY EGOCÊNTRICO, ELVIS PARANÓICO… O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos. Mas cabe aos líderes de uma organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços, em descobrir os PONTOS FORTES DE CADA MEMBRO. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.
Divagando o assunto, o rapaz continuava.
- Se um gerente ou coordenador, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe, corre o risco de ser aquele tipo de técnico de futebol, que barraria o Garrincha por ter as pernas tortas, ou Albert Einstein por ter notas baixas na escola, ou Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria PERDIDO todos esses talentos.
Nunca me esqueço quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outra morada'... 
Dedé, ao iniciar o programa seguinte, entrou em cena e falou mais ou menos assim: "Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos: .…NINGUÉM, pois nosso Zaca é insubstituível!

O silêncio foi total!

Conclusão:

Nunca esqueça: CADA UM DE NÓS É UM TALENTO ÚNICO!
Pergunte à sua esposa, seus filhos e amigos se o substituiriam. 
Com toda certeza ninguém te  SUBSTITUIRÁ!

Autor Desconhecido